ESQUINA POP


"ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO, QUE TUDO DE REALIZE NO ANO QUE VAI NASCER. MUITO DINHEIRO NO BOLSO, SAÚDE PARA DAR E VENDER."

2006 indo embora, 2007 chegando. Ano novo, trampo novo, novas aquisições. O Blog não vai ser novo, mas vai voltar a ativa. Semanalmente o Esquina Pop trará novidades para você em 2007.

Ótimo ano novo para todos que acompanham esse Blog, para os que estão aqui pela primeira vez e para os que passarão a visitar o EP em 2007.

Abraços e felicidades a todos.



Escrito por Eduardo Martinez às 19h01
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MUNDO MULTIMÍDIA

No início da última semana, Zico Góes, diretor de programação da MTV, deu uma notícia bombástica para alguns, mas para outros foi apenas uma conseqüência já esperada. A MTV não terá mais videoclipes. Sim, você não leu errado, a Music Television será menos “music” e mais “television”, sim de novo, você já leu essa frase banal em outros lugares.

Explicações de Góes para tal decisão: “Será uma programação menos musical e mais televisiva”, “O videoclipe não é tão televisivo quanto ele já foi. Aposta em clipe na TV é um atraso”, “Videoclipe derruba a audiência”, “O MTV Overdrive é uma das nossas maiores apostas”.

Em 2007, então, provavelmente a MTV estará repleta de Reality Shows, programas da MTV americana, “Beija Sapos” e afins. O Disk MTV, presente desde a fundação da emissora no Brasil, é sacado da programação, assim como o Chapa Coco, MTV Lab e qualquer outro programa que tenha a função de rodar clipes inteiros. Segundo Góes, o videoclipe só será exibido durante as madrugadas, caso contrário, só será usado para suporte, é o caso de programas como o Top Top.

Realmente vivemos em tempos estranhos, profetizam a todo o momento o fim do CD, ou pior, um mundo em que o MP3 impera e os ídolos inexistem (que se diga de passagem, a matéria da Bizz estava sensacional, Alexandre Matias é o cara). O mais popular canal de música do país simplesmente desiste do videoclipe na TV.

Esse “Mundo Multimídia” às vezes me assusta. Não peguei a época do vinil, mas com o CD vivo um grande saudosismo. Até hoje, quando compro um CD, tenho um ritual quase sagrado de abri-lo cuidadosamente, escutar o álbum na ordem das músicas acompanhando as letras, e depois guarda-lo em seu lugar devidamente já reservado.

Em relação a MTV, ou melhor, ao videoclipe, pode estar começando, se é que já não começou, uma era em que o clipe é de exclusividade do computador. Existem outros canais além da Music Television que apostam ou apostavam no videoclipe, mas vendo pelo ângulo de Zico Góes sabe-se lá até onde vão. Então, se você tem um computador do período jurássico como eu, trate logo de se atualizar, porque poderá ser o único meio de você ver seu artista preferido brincando de ser ator.

É nesse contexto que o You Tube continua expandindo sua monstruosidade, ditando uma profética nova ordem da televisão. Lembrando que só para variar, o You Tube é propriedade do Google. Cada vez mais concordo com a comunidade do Orkut (nem preciso dizer a quem o Orkut pertence): “O Google vai dominar o mundo”. Daqui a pouco estaremos andando de Google Car e bebendo Google-Cola. Sim (pela terceira vez), eu sou exagerado.  

 

TOP 5

 

1 - Pública – Longplays

2 - Los Alamos – Palace

3 - My Chemical Romance – Mama

4 - Zefirina Bomba – Sobre a Cabeça            

5 - Lily Allen – Smile

 

1 – Uma das bandas independentes mais comentadas no momento, e com razão, a letra dessa música é linda. Uma curiosidade, um amigo meu reparou, já viram como o timbre de voz parece o do Djavan, estranho(!)

2 – Nossos hermanos estão mesmo dando conta do recado, é folk, é space rock..........é foda.

3 – Essa música é uma prova do quão interessante está o álbum mais recente desses caras de rosto pintado. Várias mudanças de andamento e ainda participação de Liza Minelli (!!)

4 – Na verdade ouvi só uma vez a música essa semana, mas levando em consideração que foi dentro do carro indo para o churrasco de comemoração da nota 10 de um amigo no TCC, já vale.

5 – Me rendi ao Pop, coloquei essa música, mas poderia ser qualquer outra do ótimo álbum.

 



Escrito por Eduardo Martinez às 15h06
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Não fui no Nokia Trends, não fui no Goiânia Noise, e nem no show do Engenheiros do Hawaii em Araçatuba (onde eu estudo). Que feliz eu estou!!!!

Então não tenho nada a comentar sobre esses eventos.

 

Continuo ouvindo bastante Björk, e essa semana percebi que minha comparação nem era tão sem sentido assim. Desde que ouvi The Eraser do Thom Yorke pela primeira vez, pensei em um paralelo com os álbuns da Björk.

 

Uma característica marcante da primeira aventura solo do líder do Radiohead é a voz. No Kid A e no Amnesiac a voz de Yorke passava por “mutações” no decorrer das músicas, ou como ele mesmo descreveu, era apenas mais um instrumento.

 

em The Eraser, o vocal é o que dita os rumos. Por mais complexas que possam parecer, as estruturas das músicas são simples, simplesmente vão acompanhando as lindas melodias montadas por Yorke.

 

Algo semelhante acontece em diversas músicas da excêntrica islandesa. A base de Like Someone in Love do álbum Debut, é composta apenas de um instrumento que creio eu ser uma harpa, o resto é simplesmente voz.

 

É possível até uma relação entre The Anchor Song, também do Debut, em que o instrumental é restrito a um naipe de metais. E I Will do Radiohead, presente no álbum Hail to the Thief, onde há várias sobreposições da voz de Thom Yorke em cima de uma base simples. Costumo dizer que essa música poderia se chamar “Eu Canto pra Caralho”

 

Acho o timbre de voz da Björk único. Em alguns momentos a voz da Régine Chassagne do The Arcade Fire, chega a se assemelhar, mas sem os urros, gemidos e chapações em geral da islandesa.

 

O que torna o paralelo entre Björk e Yorke (Olha, até rimou) menos absurdo, é a declaração dada pelo líder do Radiohead essa semana. Ele disse que Unravel ,do álbum Homogenic da cantora, é uma das músicas mais bonitas que ele já ouviu, e disse ainda que vai convencer os companheiros de banda a gravar uma versão dessa música.

 

É interessante citar ainda a ótima parceria dos dois na música I’ve Seen it all, trilha de Dançando no Escuro, protagonizado por ela e dirigido por Lars Von Trier, muito bom por sinal, o filme e a trilha.

 

 

  

Top5

 

1 - Thom Yorke – Harrowdown Hill

2 - Björk – The Anchor Song

3 - David Bowie – Be My Wife

4 - Superguidis – O Raio que o Parta

5 - Led Zeppelin – Baby I´m Gonna Leave You 

 

1 – Voltei a ouvir esse álbum, sei que sou suspeito para falar de Radiohead ou Thom Yorke, mas acho The Eraser um dos melhores álbuns do ano.

2 – Ainda estou viciado nela.

3 – Foi difícil escolher uma só do Low, li em algum lugar que esse álbum é mais atual que qualquer banda do “novo rock”, e realmente é.

4 – É aquela música para cantar colocando os demônios para fora.

5 – Lembrei dessa música meio sem querer essa semana, depois disso ouvi umas dez vezes.



Escrito por Eduardo Martinez às 20h49
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PEDRADAS

Ainda estou terminando de ler a primeira Rolling Stone Brasil, mas já li o suficiente para confirmar o que eu temia. As matérias traduzidas da matriz norte-americana são muito boas, mas o conteúdo produzido por aqui tem uma série de tropeços.

 

A matéria com o Killers (conteúdo traduzido) é bem interessante, dá para sentir bem como são os integrantes e como é a relação deles com Las Vegas. Até detalhes “dispensáveis” como o que costumam comer em restaurantes, mas contribuiu perfeitamente para dar uma idéia de intimidade ao texto. O que soa estranho é que todo o conteúdo da matéria é permeado pelos laços de Brandon Flowers e companhia por Vegas, mas o título da resenha do álbum (conteúdo brasileiro) diz: “Os garotos maquiados deixam Las Vegas e vão para o deserto”. Tudo bem, o deserto e Las Vegas podem ser encarados como a mesma coisa nesse caso, mas mesmo assim soa contraditório. E é só ouvir o álbum para notar que, apesar da mudança de rumo, é nítido o “brilho” da Cidade do Pecado.

 

Dentro do conteúdo brasileiro, algumas matérias se destacam, como a de Cláudio Tognolli sobre o PCC. Tognolli escreve maravilhosamente bem, assisti a uma palestra dele em 2004 na minha faculdade, o cara é foda. O texto do leitor da primeira versão da RSB também é bem interessante.

 

A coisa fica crítica quando entramos nas resenhas, poucas se salvam, acho que a mais representativa (para o lado ruim) é a do Raconteurs. Quem escreveu, visivelmente não sabia da existência do Brendan Benson, e pior, parece que nem da do Jack White.

 

Acho bem provável que a revista melhore com o tempo, afinal toda primeira vez é mais complicada. A segunda edição, se já não saiu, deve estar quase chegando às bancas, a capa é do Iggy Pop, muito boa por sinal. Volto a postar sobre a RS tupiniquim assim que ler a segunda edição.

 

Falando em Iggy Pop, assim que terminar esse post vou ouvir o The Idiot, que vergonhosamente nunca ouvi inteiro, depois posto algo sobre ele.

 



Escrito por Eduardo Martinez às 17h29
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SAI CAPETA

Ontem, sábado, tivemos na minha faculdade uma edição Zero do nosso futuro Cineclube. Na verdade foi uma sessão de teste, o idealizador do projeto é o Chevy Chase, digo Diego, digo Tião, pois é. É o que vive me “aporrinhando” no blog.

 

Em 2007 provavelmente esse projeto vai vingar. O filme da sessão de ontem foi “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do Glauber Rocha (Der!!). Antes do filme estávamos comentando sobre como o título  tinha a ver com o clima do dia.

 

Tião: Que Calor!!!!!

 

Luísa: É a terra do sol.

 

Eu: Só que é só do diabo.

 

Luísa: Devíamos passar um filme com bastante neve.

 

Eu: (Pensei em dizer “Jamaica abaixo de Zero”, mas achei melhor não comentar, já que a reencarnação de John Candy, que atende por Márcio Bracioli, estava conosco).

 

Estávamos quase vendo miragens no meio da rua, ouvi dizer que estava em torno de 38 graus.

 

Já esperávamos pouca gente. Quase não divulgamos, todas as salas do curso (jornalismo) estavam em prova, então ficou um pouco complicado. Como bem disse meu pai, “Você não queriam em Araçatuba trazer 200 pessoas para assistir Glauber Rocha né?”.

 

Contando com a comissão do futuro cineclube, que por sinal não compareceu inteira, estávamos em uns 15, mas sinceramente, foda-se, aqui vale o discurso clichê, preferimos qualidade a quantidade.

 

Ainda não tinha assistido o filme (vergonha !!!), mas já imaginava o impacto que teria sobre mim.  A primeira impressão que tive das imagens áridas desde o início do filme, foram a de que o inferno está bem mais perto do que julga nossa vã mania de achar que tudo de ruim está bem longe.

 

Talvez o calor real que sentíamos (tudo bem, tinha ar condicionado, mas mesmo assim tava foda) tenha contribuído ao desconforto que os personagens nos passam ao decorrer da história. É um pouco daquele negócio de que um filme pode te passar algumas reações sensoriais, por exemplo, depois de assistir “Despedida em Las Vegas” (Se fosse hoje a trilha seria do Killers, hehe), fiquei totalmente bêbado, de verdade, demorou um pouco para passar. Ainda bem que não me senti mutilado depois de ver “O Albergue” né.

 

A câmera de “Deus e o Diabo...” é fantástica, dão um clima tenso, formam aquelas imagens recortadas que nos dão a sensação de caos total, mas nada mais caótico do que a cena em que Capitão Corisco, Manoel, já batizado como Satanás, as mulheres e os “cabras”, invadem e barbarizam a casa de um membro do governo acho. Em um dado momento, cada um se apega a um símbolo de sua trajetória, Corisco estupra a noiva, Satanás anda de um lado pro outro como que “benzendo” a casa com uma cruz (Satanás, Cruz?), as mulheres se divertem com um véu de noiva, Meu Deus.......

 

Outro ponto interessante é o som de um modo geral no longa. Poucos diálogos, trilha com orquestrações satânicas, e momentos do mais puro silêncio. Sim, estou falando de um filme só.

Além dos temas de baião. O tema que aparece toda vez que o matador Antônio das Mortes entra em cena também é bem marcante.

 

Só sei que depois de assistir e me embasbacar com o filme, a infernal Araçatuba parecia algo semelhante à terra de Jack Johnson.

 



Escrito por Eduardo Martinez às 17h27
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TOP 5

Top 5 da semana

 

1 – Björk – Human Behavior (Live)

2 – Engenheiros do Hawaii – Dom Quixote

3 – Guillemots – Made Up Love Song #43

4 – Pública – Poláris

5 –The Killers – The River is Wild

 

Comentários

 

1 – Como essa islandesa com estranha afeição por patos canta, às vezes você até esquece que existem instrumentos na música.

2 – Clima de show, sexta-feira to lá.

3 – Preciso ouvir o novo EP que saiu deles, mas se alguma faixa chegar aos pés dessa já ta ótimo,

4 – O negócio é tão inglês que da até frio.

5 – Iiiiiiiiiiiihhhhhhhhuuuuuuuuu, Haio Silver.



Escrito por Eduardo Martinez às 17h25
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Post de Justificativa

Pois é! Fim de ano, provas finais, e tempo para o blog nada. Idéias não faltaram, o que faltou foi tempo. Quase escrevi algo sobre o novo de Cordel do fogo encantado, sobre uma banda baiana muito boa chamada O Circulo, e algumas outras coisas que não me lembro agora. Até o fim da semana tem um post de verdade.

Dia 24 provavelmente vou ao show do Engenheiros do Hawaii aqui em Araçatuba (Gosto de Engenheiros sim, qual é o problema?), será meu quinto show deles, preferia que não fosse acústico, mas fazer o que......

 

Depois posto alguma coisa sobre o show.

 

Aqui vai meu Top 5. A partir de hoje vou postar toda semana (espero) as 5 músicas que mais ouvi nos últimos dias..

 

1 – Yeah Yeah Yeahs – Maps

2 – Hard-Fi – Cash Machine

3 – Superguidis - Coraçãozinho

4 – Los Pirata – Lospi Gospel

5 – Panic! At the Disco - Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off

 

Tudo bem, YYYs no primeiro lugar é efeito do Tim Festival, já que não tive grana para ir, afinal estou bem longe de todas as locações do evento, mas Maps é fantástica de qualquer forma.

Não consigo enjoar de Cash Machine, os teclados e a linha de baixo são fantásticos, ouço e já da vontade de sair dançando, não que eu dance, mas que dá vontade dá. Acho que pelo peso de Rick Rubin e a própria qualidade das músicas, o Hard-Fi deveria ter sido mais comentado por aqui.

O Superguidis me conquistou desde a primeira vez que ouvi, a música foi Malevolosidade. Coraçãozinho não foge do esquemão deles, letras beirando o cafona, e ótimos vocais e guitarras.

O Los Pirata eu conheci tardiamente, na verdade só agora com o segundo álbum. Essa música é uma espécie de disco music com a letra hilária em inglês e portunhol.

Tive muito preconceito até ouvir o Panic! At the Disco, mas o álbum é bem interessante, tem uns teclados legais e músicas bem intensas. Essa com o nome enorme, traduz bem o que se pode encontar no CD. Detalhe, não sou emo.



Escrito por Eduardo Martinez às 21h54
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O Rock "é Lindo"

  

Álbum de rock do Caetano Veloso? Logo de cara já soa pretensioso, e é, mas o resultado é no mínimo curioso. Na verdade não se trata exatamente de um álbum de rock, mas podemos dizer que para compor Cê, Caetano ouviu bastante rock alternativo atual (ou dos anos 80, em alguns casos é quase a mesma coisa).

A música de trabalho é “Rocks”, muitos devem ter começado ouvir o álbum por ela e nem quiseram ouvir o resto (eu quase fui um desses). A música chega ser em alguns momentos constrangedora, como no refrão: “Você foi mó rata comigo”. Nos dá a impressão de um tiozão tentando ser jovem, sabe na adolescência quando o pai do seu amigo chega simpático no meio da sua conversa e diz “E aí turminha, como vai essa força”. Pois é. Não que eu ache que o artista deva envelhecer junto com sua música, é louvável a iniciativa da reinvenção, mas aqui tudo parece um tanto forçado.  

A banda é coesa e precisa em seus poucos elementos, Pedro Sá: Guitarra, Ricardo Dias Gomes: Baixo e Marcelo Callado: Bateria fazem um bom trabalho, mas como já citei, tanto as guitarras quanto o teor das letras (muitas delas exalando sexualidade) parecem carecer de espontaneidade, mesmo que essa seja muitas vezes ilusória por aí.

Destacam-se as músicas “Outro”, a pseudo-nervosa “Odeio”, e “Não me Arrependo”, onde Caetano parece encontrar o ponto ideal entre a proposta desse álbum e os pontos altos de sua carreira anteriormente.

No Tim festival os fãs já tinham decorado todas as letras. O show, marcado de última hora, agradou os fãs, afinal, é o melhor álbum de Caetano em muito tempo, mas isso não é lá um elogio tão grande assim.



Escrito por Eduardo Martinez às 11h09
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Arenas e Tiros

 

    

Não é que o novo do Killers é bom mesmo!

No meu último post fiz um questionamento sobre bandas “inovadoras”, mas é fantástico quando algum grupo nos surpreende com alguma reinvenção. É o que aconteceu com o The Killers. No momento estou ouvindo o novo álbum da banda, Sam´s Town, eles transformaram seu “Rock para Pistas” em um som vigoroso e mais tradicional, ou como já classificaram “Rock de Arena”. Gostei do Hot Fuss (primeiro deles), mas apesar das boas canções o álbum poderia ter prazo de validade.

Escute a primeira música de trabalho de Sam´s Town, “When You Were Young”. Impossível não se imaginar em um estádio lotado com o punho cerrado em riste.

Mudando de assunto, assisti nesse fim de semana o interminável Munique de Steven Spielberg (demorei um pouco para assistir, eu sei), gostei, mas em algumas horas é difícil não ficar conferindo quanto tempo falta para terminarem as quase três horas de duração do filme.

Assisti também No Rastro da Bala (Running Scared), do diretor Wayne Kramer. Não. Não é o guitarrista do MC5, também achei que fosse. O filme tem um ritmo alucinante, é protagonizado pelo veloz e furioso Paul Walker, que com essa boa atuação se redime de algumas manchas do passado. Recomendo. Detalhe: Fiquei feito besta o filme inteiro esperando tocar “Time is Running Out” do Muse, pois toca no menu do DVD e no trailer, mas não consta nem nos créditos, uma pena, tinha tudo a ver.  



Escrito por Eduardo Martinez às 10h28
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SERÁ QUE É PRECISO INOVAR?

Frequentemente vemos o surgimento de bandas tidas como promessa, é quando escutamos aos montes classificações como “A Salvação do Rock” ou “O Novo Nirvana”. É inegável que muitos desses grupos são realmente muito bons, e boa parte deles consegue visibilidade devido a algum diferencial em seu som, mesmo que esse diferencial seja ser retrô. Mas às vezes nos esquecemos que além de todo esse fenômeno “Hype”, existem bandas que, se não trazem nenhuma inovação, fazem um rock sincero e competente.

Um desses grupos que cativam pela falta de ambição é o Idlewild. A banda teve também sua fase de “Next Big Thing”, mas alguns anos atrás essa característica não tinha a mesma efervescência que tem hoje, talvez por isso eles estejam um pouco esquecidos atualmente, principalmente no Brasil.

Surgido no ano de 1995 em Edimburgo, Escócia, o grupo teve em sua primeira formação Roddy Woomble: Vocal, Rod Jones: Guitarra, Bob Fairfoull: Baixo, e Colin Newton: Bateria. Em 2002 Fairfoull foi substituído por Gavin Fox, e ainda Allan Stewart foi adicionado nas guitarras.

Em 1998 é lançado o EP Captain contendo seis músicas, entre elas as furiosas “Captain” e Self Healer”, com uma voracidade quase punk, além da dissonante “You Just Have To Be Who You Are”. E nessa mesma linha é lançado ainda em 1998 o primeiro álbum, Hope is Important.

A sonoridade se aproxima em alguns momentos até do hardcore, mas sem abrir mão dos ecos pop, daqueles que parecem nos dizer que muita coisa boa vem por aí. É interessante notar a diversidade (sem perder a identidade) que se vê no álbum colocando lado a lado pérolas pop como “Whem I Argue I See Shapes” e canções tensas como “Low Light”, em que a frase “Turn the lights down when you cry” é repetida por quase toda a música (sem parecer emo, é bom lembrar).

Em 2000 é lançado o álbum 100 Broken Windows. Considerado por boa parte da crítica o melhor trabalho da banda. As influências do punk rock são trocadas por altas doses de R.E.M., mas ainda assim mesclando com maestria distorção e boas melodias. Seja na beleza da balada “These Wooden Ideas” ou no peso de “Idea Track” se destacam no disco a poesia das letras de Roddy Woomble. Nessa época os escoceses excursionaram com Placebo e Manic Street Preachers.

O álbum seguinte seria a prova definitiva para a banda firmar seu nome no mercado e na crítica. The Remote Part de 2002, entretanto, dividiu opiniões, muitos disseram ser o reflexo do amadurecimento do grupo, outros acusaram o caráter mais “suave” das músicas de ser uma estratégia para melhores vendagens, e ainda alguns críticos mais radicais definiram o álbum como “Emocore para as massas” (!!).

No disco podemos ver realmente canções mais brandas, mas também petardos como “The Modern Way of Letting Go” e “Out of Routine”. O auge do amadurecimento é nítido em canções como “You Held The World in Your Arms” que equilibra bem peso, melodia, violinos e uma das melhores letras de Woomble: “When you're secure do you feel much safer? When days never change and it's three years later,  It's like your life, hasn't changed and it's three years late,  How does it feel to be three years late and watching your youth drift away?”. Ou ainda na música “American English”, considerada por muitos uma das melhores canções do ano. Comercialmente também foi o melhor momento dos escoceses.

Outra composição que merece ser destacada é a faixa que fecha o álbum, “In Remote Part/Scottish Fiction”. Canção suave com uma bela melodia, quando parece que vai chegar ao final é cortada por uma rajada de guitarras, formando o pano de fundo para o poeta escocês de 82 anos, Edwin Morgan, recitar seu poema “Scittish Fiction”, arrepiante.

Em 2005 é lançado Warnings/Promisses. Foi considerado por muitos uma decepção na carreira do Idlewild. O álbum apresenta boas canções como “Love Steals Us From Loneliness” e “El Captain”, mas mantem a mesma linha do trabalho anterior, talvez essa fosse a hora da banda arriscar um diferencial (aquele citado no início do texto) para seu som.

Paralelo a carreira do grupo, Roddy Woomble lança em 2006 seu primeiro trabalho solo, “My Secret is my Silence”. Woomble surpreende com um álbum de uma delicadeza incrível, se aproxima do folk e de músicas escocesas, nos presenteando com belas canções e novamente ótimas letras, que são ainda mais valorizadas nos duetos de Roddy com as cantoras folk Kate Rusby e Karine Polwart.

Mantendo a periodicidade de álbuns a cada dois anos, em 2007 será lançado Make Another World, marcando a volta do produtor Dave Eringa, que havia trabalhado com o grupo em 100 Broken Windows e Remote Part. Vamos esperar então que em meio a tantas “incríveis descobertas”, o Idlewild volte dando continuidade (com ou sem diferencial) a sua trajetória marcada pela simplicidade que nos leva ao questionamento do porque essas músicas nos cativam tanto.

 

 



Escrito por Eduardo Martinez às 19h34
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Apresentação

Bom, como é a primeira vez que escrevo no Blog, além do perfil ao lado, vou me apresentar. Meu nome é Eduardo Martinez, tenho 21 anos, faço faculdade de jornalismo em Araçatuba-SP, mas moro na enorme Auriflama (20 mil habitantes). Com esse Blog minha proposta (Poutz, "Minha Proposta", parece até trabalho acadêmico) é falar sobre Cultura Pop de um modo geral, o que tenho escutado, assistido, comentar sobre novidades e coisas desse tipo. Provavelmente estarei atualizando nos finais de semana, mas sempre que der escrevo alguma coisa. Então é isso, espero comentários, falow.



Escrito por Eduardo Martinez às 03h04
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